segunda-feira, 15 de novembro de 2010

ACREDITE, TUDO PODE MUDAR!

Das coisas que mais criam em mim um sentimento de vazio, uma delas e a menos especial é lembrar (não sei porque) de um cachorro que tive, ele morreu um dia depois que percebi o quanto poderia ser legal brincar com ele, o detalhe é que no final do dia estávamos eu e ele olhando o por do sol, nunca pensei que cachorros se ligassem a isso. Bem, uma outra é entender que hoje pensamos que somos e definitivamente estamos em algum lugar, sem dar-nos conta que amanhã poderemos ser, nada ou tudo (relativo isso); alguém ou ninguém (também é relativo); sem nada ou cheio de muito (odeio Einstein), sozinhos ou acompanhados (...), com lembranças vagas ou sólidas de lugares, cheiros e principalmente pessoas com quem pensávamos que viveriamos a vida toda.
Quando ouvimos uma dessas lendas que nossos pais contam ("desfilei os três anos no ensino médio, eu era balisa" - que raios era balisa??), penso que depois de vinte e tantos anos aqui estão eles, noutro canto, noutro rumo, com certa maturidade, e dizem: "quem diria". Amanhã todo este "presente" se tornará um "quem diria!".
Num destes tempos escrevi um texto para uma ex namorada, olha o que dizia: 

Um dia...

Eu disse que meu coração era de uma mulher. Disse também que minhas palavras pertenciam a mesma.Também acreditei que nossos sonhos e idealizações eram devaneios compartilhados, e que nossos planos fossem os mesmos perfeitamente calculados tal qual o de Pink e Cérebro para dominar o mundo.

Acreditei...

Hoje entendo que tudo fazia parte de uma grande conspiração alienígena em que o objetivo comum era testar a paciência de um mero ser humano de nome Kairo e terminologia Batista. Hoje faço as mesmas promessas porém maiores e desafiadoras, hoje sonho e tenho devaneios compartilhados
(falava da nova namorada), tenho planos que permeiam o campo da psicologia e da arquitetura.

E por fim tenho a certeza de que alienígenas não mais existem.

Bobinho! Alieningenas realmente existiam. Tudo o que era novo um dia acabou, e costumamos a tropeçar nas nossas palavras, ações e omissões.
Em suma, somos reféns de algo muito maior que nós nesta viagem passageira pela vida. Se as lembranças são tudo o que podemos ter das coisas, lugares e pessoas por onde passamos, que invistamos nisto, sabedores de que tudo um dia pode mudar, até mesmo esta idéia. Mas "quem diria heim?".